Repúdio à invasão da Reitoria da Universidade Federal do Ceará

Texto reproduzido do jornal O povo desta quinta-feira, 3 de setembro, no espaço Editorial. 

 

Merece amplo repúdio, sob todos os aspectos, a invasão da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC) promovida por um grupo de estudantes da instituição. Mais ainda quando a invasão ocorre acompanhada por depredação e pichações do edifício que, além de ser a sede administrativa da mais importante instituição de ensino superior do Ceará, é um patrimônio histórico do Estado.

Uma nota sobre a ocupação da Reitoria, assinada pelo professor Custódio Almeida, vice-reitor no exercício da Reitoria, não deixa dúvidas quanto ao itinerário dos acontecimentos. O prédio foi “invadido por um grupo de estudantes seguindo-se um processo de ocupação que interrompeu violentamente os serviços em curso”.

Continua a nota da Reitoria: “Portas foram quebradas e houve pichação do salão nobre e da galeria dos ex-Reitores, confisco das chaves do prédio e uso de móveis e utensílios para criar barricadas, além do impedimento de professores e técnicos de saírem espontaneamente do prédio”.

Portanto, os invasores podem ser enquadrados em uma lista de ilegalidades, algumas delas abrigadas no Código Penal brasileiro. A nota do vice-reitor também deixa claro que a invasão foi premeditada mesmo após a abertura de uma agenda de conversas entre os grevistas e o comando da UFC. O próprio Custódio participou de reunião com os grevistas poucas horas antes da invasão.

“A tônica da reunião foi a abertura da agenda da Reitoria para encontros permanentes. Nessa ocasião, o comando de greve dos estudantes entregou um relatório contendo reivindicações e foi acertado que um diálogo permanente seria mantido – processo esse que foi sumariamente interrompido pelo ato de invasão”, afirma a nota da UFC.

O ato ilegal e absurdo se deu por parte de um punhado de radicais. Certamente, a larga maioria dos estudantes da UFC repudia esse tipo de ação. A greve dos estudantes foi decidida por cerca de 700 pessoas. Insignificante quando se compara aos cerca de 30 mil alunos da Universidade. É sinal de que o movimento estudantil precisa se reciclar e aprender a ouvir a maioria em momentos como este. Há tecnologia disponível para isso.

 

Fonte:  O Povo / Opinião 

Quem somos

A Universidade Federal do Ceará-UFC tem experiência de mais de 40 anos na oferta de cursos de graduação e pós-graduação, pesquisa e extensão.
Com excelente conceito junto à...   Leia mais

Parcerias